SOBRE A ECONOMIA
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O problema da REDE BASCA VERMELHA para configurar esta página nom é que nos falte informaçom (que sim nos falta, p. e. de Iparralde), mas o problema contrário. Temos demasiada acumulada e nom feita ainda a sua necessária e adequada selecçom para a web.Por enquanto, por isso, vamos limitar-nos a vincar cá quatro traços cujo conhecimento julgamos fulcral.
1ª EUSKAL HERRIA É, ESTÁ EM, FAI PARTE DO CENTRO DA ECONOMIA-MUNDO CAPITALISTA
Embora seja na periferia do Centro. Por exemplo: o Produto Interior Bruto (PIB) por habitante da Comunidade Autónoma Basca em termos de poder de compra supujo em 1996 85,6% da média da Uniom Europeia e a situaçom de Navarra é ainda melhor, por cima de noventa por cento. (Note-se que entretanto a média espanhola nom passava de supor 76,2% da média europeia.
A renda familiar por pessoa foi em 1996 de 1.590.792 pesetas na C.A.V.
A Comunidade Autónoma Basca ocupou no primeiro trimestre de 1997 o PRIMEIRO posto das 17 Comunidades Autónomas do Estado espanhol polo ganho médio bruto mensal (241.300 pesetas). A Comunidade Foral de Navarra ocupou o CUARTO posto com 218.300 pesetas. Segundo os dados do Inquérito de Salários do espanhol Instituto Nacional de Estatística, que assinalava a média para o Estado espanhol em 201.800 pesetas.
2º EUSKAL HERRIA SUL É HOJE UMHA REGIOM INDUSTRIAL EM DECLÍNIO COM FORTE DEPENDÊNCIA DAS MULTINACIONAIS
A Contabilidade Regional de Espanha-INE 1994 mostrava que Navarra (com 184,9) e a Comunidade Autónoma Basca (com 183,0) chefiavam a classificaçom das 17 Comunidades Autónomas do Estado polo seu índice do valor acrescentado industrial por habitante (índice 100=total do Estado espanhol).
Em ambas (C.A.V. e Navarra) a achega da indústria ao PIB ultrapassa nitidamente a média do Estado espanhol. Como se explica nesta web, Euskal Herria Sul é umha cidade industrial.
Mas em declínio. Em Euskal Herria Sul, no período que vai de 1975 a 1 de Janeiro de 1994, iam já destruídos 163.869 empregos industriais dos 422.569 que havia em 1975, 39%, dous de cada cinco. Em 1970, 50% de quem tendo de 16 a 24 anos trabalhavam em Araba, Bizkaia ou Gipuzkoa, faziam-no num emprego industrial. Em 1986 só o fazia assim 25%.
Em declínio e com umha muito perigosa dependência das grandes multinacionais. 97 empresas industriais de Navarra tenhem capital estrangeiro, em 57 delas o capital estrangeiro supom 100%, noutras 31 o capital estrangeiro também tem o controlo total porque ultrapassa 50%.
3ª. EUSKAL HERRIA SUL SOFRE UMHAS BRUTAIS TAXAS DE DESEMPREGO E DE PRECARIZAÇOM DO EMPREGO QUE AJUDAM O CAPITAL NO SEU LABOR DE EXPLORAR E EMPOBRECER OS TRABALHADORES BASCOS, NOMEADAMENTE OS JOVENS E AS MULHERES.
Toda a mal chamada "transiçom democrática" espanhola estivo rumada para mudar o modelo de dominaçom para que o capital pudesse recuperar a taxa de ganho. Em vinte anos de reformas legislativas endereçadas a aumentar a exploraçom capitalista dos trabalhadores, o Estado espanhol tem conseguido vários recordes negativos:
A situaçom em Euskal Herria Sul é PIOR do que a do Estado espanhol. Por darmos umha mostra: num informe referido ao ano 1994 da agência europeia de estatística, Eurostat saltava à vista que:
E em Euskal Herria Sul apena sum de cada quatro desempregados cobrou subsídio em 1995, situaçom que vai a pior porque se aumentam as travas para poder cobrá-lo. E menos de um de cada vinte e cinco (3,5%) contratos assinados em 1996 na C.A.B. fôrom indefinidos.
Em definitivo: Euskal Herria Sul sofre umhas brutais taxas de desemprego e de precarizaçom do emprego que ajudam o capital no seu labor de explorar e empobrecer os trabalhadores bascos. Nomeadamente os jovens e as mulheres.
4º ESTRUTURA E LUITA DE CLASSES EM EUSKAL HERRIA SUL: 1% DE BURGUESES COM 8/10% DE BLOCO DE APOIO EXPLORA A CLASSE OPERÁRIA E AS DEMAIS CLASSES DOMINADAS DO POVO TRABALHADOR BASCO, QUE SE APROXIMA DO 90% DA POPULAÇOM.
Lemos no documento de KAS publicado em 1994 e intitulado O Nosso presente, o nosso futuro: "Na zona de Euskal Herria ocupada polo Estado espanhol a CLASSE BURGUESA É COMPOSTA DIRECTAMENTE POR 31.000 PESSOAS. POUCO MAIS DE 1% DA POPULAÇOM DE HEGOALDE. Mas o núcleo duro, a "alma" burguesa possuidora de empresas que exploram mais de 100 trabalhadores, que controlam os mecanismos decisivos, que imponhem as condiçons às empresas mais pequenas, que tenhem preferências nos empréstimos financeiros e nos relacionamentos internacionais, é formado por menos de1.000 burgueses. Esta exígua minoria omnipotente, inacessível e intocável polos supostos "poderes democráticos", possui um bloco social de apoio composto, além de polos seus filhos, por umhas reduzidas fracçons assalariadas sitas entre o Capital em si e o grosso do Trabalho.
Altos técnicos e funcionários, militares e polícias, gerentes, managers, capatazes e outras alimárias servis com sobressoldos especiais dependentes da sua incondicional colaboraçom. Mercenários que apesar dos seus esforços quase nunca serám capitalistas pois nom acumulárom o necessário para comprarem e explorarem trabalhadores/as nas suas próprias fábricas, excepto se se integrarem mediante casamento, acesso zelosamente vigiado pola burguesia que se reproduz endogamicamente.
Estas pequenas fracçons, apanhadas entre o quero e nom podo, corroídas polo ódio antioperário e o fanatismo capitalista, nom som extensíveis à totalidade dos funcinários e técnicos mas sim a seu 40% e praticamente a 100% dos directivos e por volta de 20% dos administrativos. Mais de 100.000 assalariados e na prática mas integrados política e economicamente na reproduçom do Capital. Com seus filhos, que nom com os seus cônjuges, formam aproximadamente 7% da actual populaçom basca. Com curas, monjas, frades, apadrinhados, corruptos, amigos e pessoas dependentes, polícias de todos os ladridos, jornalistas e funcionários-intelectuais, etc, componhem as mesnadas fiéis ao Capital e a "Espanha". Com estas mesnadas, essas fracçons e a burguesia em si, som entre 9 e 11% da populaçom de Hegoalde".
Nesse mesmo documento afirma-se que: "O grosso da classe operária basca som as 650.000 mulheres que com umha média total de mais de 9 horas/dia, ou parcelar de mais de 4 horas/dia, sustentam gratuitamente a imprescindível recomposiçom psicossomática da força de trabalho social".
E que: "A Segunda fracçom em importáncia da classe operária é a formada polas e os jovens de 16-29 anos. Cerca de 650.000 em Euskádi Sul dos que 67.000 som mulheres já contabilizadas no ponto anterior, quase 33% 218.000, som estudantes e as mulheres som maioria no seu seio. As e os estudantes som classe operária porque produzem valor diferido, porque se capacitam como força de trabalho futura que armazena e guarda para a exploraçom futura um valor de uso como mercadoria assalariada que, umha vez explorada polo patrom, renderá um benefício segundo a mecánica capitalista".
O documento KAS acrescenta que a terceira e quarta fracçom em importáncia numérica da classe operária basca é a dos operários industriais (por volta de 200.000) e a quarta a dos operários da construçom (uns 70.000). Fazendo depois a análise de outras fracçons da classe operária e a de outras classes e fracçons de classe que com a operária integram o Povo Trabalhador Basco do qual se di que " se aproxima e muito e talvez ultrapasse, incluídos os menores de 16 anos dependentes dos seus núcleos familiares a 90% da populaçom".
Estes e outros pormenores da análise da estrutura de classes de Euskal Herria Sul ampliam-se nesta web e muitas das suas secçons e subsecçons.